terça-feira, 11 de abril de 2017

Mãe pela primeira vez...



Ser mãe ...

Será que estou a fazer bem ?

Será que devia ter feito de outra forma ?

...

São tantas as dúvidas e incertezas que surgem quando somos mães pela primeira vez...

O que tentamos fazer é seguir o nosso instinto, o que o nosso coração manda e o que achamos que deve ser feito naquele momento.

Pode não ser por vezes a melhor solução e resposta... mas dá-mos e fazemos sempre o nosso melhor.

A crítica chegará sempre ... no entanto, são apenas palavras que são levadas pelo vento para bem longe, as que ficam são as palavras de incentivo, força, amor, carinho, essas sim, enchem o nosso coração de mãe e ajudam-nos a continuar, a seguir em frente.

Temos exemplos a seguir: desde as nossas avós, as nossas mães... e vamos inconscientemente buscar um bocadinho de cada amor partilhado por essas pessoas, que nos educaram, e nos ajudaram a crescer e ainda em adultos e até ao fim das nossas vidas serão sempre referências, e estarão sempre connosco no lugar mais precioso que temos, o nosso coração.

Juntamos o Amor que sentimos pelo nosso filho que é indescrítivel e mesmo que se escreva achamos sempre que não transmite a dimensão do que sentimos.

Vivemos esse amor, partilhamos, sentimos os dois e quando eu recebo em troca um sorriso, um abraço, um beijinho, uma gargalhada, uma caricia, um olhar, um tocar de mãos, todas as dúvidas, incertezas, os momentos menos bons, as birras... desaparecem e entra um Amor tão infinito que aquece o nosso interior e sentimo-nos tão felizes !

Aprendo todos os dias em ser mãe, é o meu filho que me ensina a ser a Mãe dele.

Não sou exemplo nenhum para mais ninguém, mas sinto-me orgulhosa e feliz quando o sinto feliz, quando brincamos e o vejo feliz por estarmos juntos...

E o meu rosto e olhos ganham outra luz quando ele simplesmente me chama : Mãe !

É tão doce e meigo o som desta palavra dita por ele ... Obrigada meu príncipe por ajudares-me a ser a tua Mãe.

 


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Mãe pela primeira vez...



O parto

Não foi o parto com que eu sonhei e idealizei... foi tudo inesperado e de urgência com muito nervosismo em saber se o bébé estava bem.

No dia anterior à consulta com a minha médica de família, eu e o meu marido fomos visitar um casal de amigos, os homens ficaram em casa e as mulheres foram ao shopping, andei bastante 😊 mas sentia-me bem.

No dia seguinte tive a consulta com a minha médica de família, com quem fui seguida toda a minha gravidez, apenas com 36 semanas é que fui chamada a uma consulta com uma médica obstetra ao hospital. Que me marcou nova consulta para quando tivesse 38 semanas.

Mas já não cheguei a ir. Como escrevi na publicação sobre o nascimento do meu filho, na consulta que tive eu estava com as tensões altas (pré-eclâmpsia) e fui reencaminhada para o hospital de urgência.

Era no hospital apelidada como a menina das "tensões altas". Fui internada no hospital numa segunda-feira eram 16h da tarde, a médica que me atendeu nas urgências pediu urgência para me provocarem o parto.
No entanto, marcava meia noite no relógio quando a mesma doutora que me atendeu nas urgências veio-me ver antes de sair do seu turno, e para espanto dela e também um pouco irritada tomou conhecimento que ainda não me tinham provocado o parto.

A entrar no segundo dia de internamento de manhã bem cedo fui observada por outra equipa médica e como tinha pouca dilatação introduziram-me para além do soro que já estava a receber outro liquido que continha um medicamento que iria ajudar segundo a enfermeira a acelarar a dilatação... Pois bem, deitada na cama desde que fiquei internada, sem sequer poder ir à casa de banho... com ligas na minha barriga para ouvir os batimentos cardiacos do meu bébé e ligada a uma máquina em que media a tensão arterial e com o soro e o tal medicamento a entrar nas minhas veias. Permaneci assim até ter visita do meu marido, a única pessoa que me podia visitar.

No quarto onde eu estava tinha uma outra mãe na cama ao lado da minha, que esperava também um menino. Como gosto de falar 😄 meti logo conversa com ela e quando saímos as duas do hospital voltamos a falar e mantemos ainda contacto. As nossas conversas são sobre os nossos meninos e como o menino dela nasceu um dia antes do meu, lembramo-nos sempre quando fazem mais um mês ou quando fazem mais um ano.

Depois do almoço o meu marido veio visitar-me e depois não voltou a sair, comunicaram-nos que eu ia para a sala de parto... na verdade fui eram 20h da noite mas a dilatação mantinha-se insuficiente, as tensões elevadas e ficaram ainda mais, com o tempo de ansiedade e espera. As contrações começaram a surgir, no início não eram dolorosas, mas quando marcava no relógio 22h a intensidade da dor era muito maior... perguntaram-me se eu queria epidural, pensava eu que ia atenuar a dor e aceitei... no entanto, as dores mantiveram-se muito intensas, tentava atenuá-las com a respiração que aprendemos nas aulas de preparação para o parto, e com massagens nas minhas costas, esfregando as minhas mãos de cima para baixo... mas eram dores muito prolongadas e agudas. Perguntei à enfermeira se era normal sentir as contrações com tanta intensidade após a toma da epidural ? Ela disse-me que sim, que não tira a dor, apenas atenuava... só que a dor que eu sentia era igual à que eu sentia antes da epidural... ?!

Às 23h entra uma nova equipa de médicos e enfermeiros e quando me vão observar, a minha dilatação não tinha evoluido nada... estava igual, insuficiente para fazer parto normal. As contrações mantinham-se. Como por alguns segundos deixei de ouvir o coração do meu bébé, e também porque as minhas tensões aumentaram (marcava 19 )... a médica que tinha acabado de entrar no seu turno decidiu que tinham de fazer-me uma cesariana, pois se continuassem à espera estavam a colocar a minha vida e do bébé em perigo . Eu só queria saber do meu bébé, se ele estava bem. Quando voltei a ouvir o seu coraçãozinho suspirei de alívio.

Despedi-me do meu marido... ele já não pôde assistir ao parto... e quando fui para o bloco operatório, antes ainda tive que mudar de cama, foi um episódio engraçado no meio de tanta aflição e nervosismo, pois as enfermeiras estavam a tentar pegar em mim ao colo e a passar-me para a outra cama... mas como vi que não me estavam a segurar bem e uma queda naquela altura não iria ajudar em nada, eu pedi às enfermeiras que juntassem a cama onde eu estava deitada à outra cama que eu com ajuda delas passava para lá 😂 e assim foi.

Quando entrei na sala de operações parecia que eu estava a entrar numa arca frigorifica, gelei e comecei a tremer mesmo muito.
E mantinha a respiração que tinha aprendido para atenuar as dores das contrações.

A médica que decidiu fazer a cesariana estava lá, na verdade, foi ela que me fez a cesariana, ela antes de começar piscou-me o olho 😉. Talvez para me tranquilizar.
Quando começaram a tocar em mim, eu comecei a mexer-me, eles acharam estranho e uma das enfermeiras veio perguntar se eu estava a sentir, eu disse que sim, que senti o algodão embebido num liquido a passar na minha barriga, que senti a tocarem na minha pele... ela perguntou-me, mas não tem epidural ? E eu disse que sim, então deram-me mais uma dose de epidural... mas sem efeito eu continuava a sentir tudo... foi quando descobriram e eu também que a epidural tinha-me sido mal administrada... foi quando eu entendi o porquê de eu estar a sentir as contrações com tanta intensidade e estar a sentir tudo sempre que me tocavam.

Sei que naquele momento fiquei muito triste 😢 porque tiveram de optar por anestesia geral, não pude assistir ao nascimento do meu filho, a enfermeira colocou-me uma máscara no nariz e boca e pediu para eu respirar e assim foi, não me lembro de mais nada.

Quando acordei, olhei para um teto com várias luzes e tentei mexer-me mas doía-me... foi quando  voltei a mim, ah! Ok! estou no hospital, o meu bébé?

Olhei para o lado e vi uma outra mamã deitada. Falei com ela, e por coincidência ela também teve por cesariana um menino com o mesmo nome do meu  💙 mas no caso dela o bébé estava numa posição que não podia ser de parto normal.

Aquela mamã que estava comigo no quarto antes do parto, também teve por cesariana o seu menino, e também pelo mesmo motivo desta mamã. Após o nascimento dos nossos meninos nós as duas voltamo-nos a encontrar ainda dentro do hospital. Nessa noite (terceiro dia de internamento) que nasceu o meu menino houve pelo menos 4 cesarianas pois surgiram casos urgentes e que não havia outro meio e escolha.

A enfermeira aproximou-se de mim quando viu que eu tinha acordado e eu perguntei logo pelo meu bébé, ele está bem? E ela disse que sim, que o pai estava a conhecê-lo e disse-me o peso dele. Sei que sorri para a enfermeira e escorreu uma lágrima de alegria e de emoção...

Quando fui para o quarto quase logo ele chegou no berço e colocaram-mo ao lado da minha cama. Eu não me podia mexer... mas quando o vi, e toquei nas suas mãozinhas voltei a emocionar-me e apaixonei-me por aquele menino, que era o meu príncipe, nem acreditava que ele estava ali junto de mim.💙💙 Agora já nos podiamos ver, tocar, trocar olhares...

Ele começou a chorar e a enfermeira entrou no quarto e colocou-o no meu peito... tão bom! tão maravilhoso! poder senti-lo... ele acalmou e adormeceu.

Lembro-me que de manhã após a cesariana fiz uma coisa que não devia ter feito... estava com vontade de ir à casa de banho, toquei mas ninguém apareceu, esperei... mas a vontade era tanta que aos poucos e muito devagar consegui levantar-me da cama, a primeira etapa estava feita mesmo sentindo uma dor tão grande, porque na verdade eu tinha pontos muito recentes... depois na segunda etapa teria de me me por em pé e andar até à casa de banho, e assim foi, consegui!

Quando a enfermeira chegou e viu-me sentada na cama, disse-me: - o quê ! já de pé !, e eu para ela: - eu sei que não devia, pois não? e ela: - não! mas sente-se bem ?

Na verdade, foi muito dificil levantar-me e ir até à casa de banho, mas fiz no meu ritmo e consegui. Depois fiquei preocupada que me tivesse prejudicado e que por dentro algum ponto tivesse aberto... Mas felizmente nada disso aconteceu.

Fiquei após o parto com uma grande anemia, devido à perda de sangue. Os meus pés e pernas estavam super inchados... a minha cara também. Questionei a médica porque estava assim, ela apenas me disse que era normal. E eu pensei : normal !?!?! E depois disse-me que com o tempo passava e que ia voltar ao normal, que normalmente durava no máximo um mês. Felizmente, quando regressei a casa comecei a desinchar e quando fez um mês, já estava com o peso que tinha antes da gravidez.

O meu bébé era muito calminho mas na véspera de termos alta do hospital, foi uma noite para esquecer... chorou muito, tinha cólicas e para além disso não fazia cocó com a regularidade que um bébé deve fazer, ele ficava a pedido da pediatra até três dias no máximo sem fazer, depois como não fazia por ele eu tinha de colocar um babygel para aliviá-lo.

Foram meses e noites sem saber o que era dormir... tinha o meu coração de mãe pequenino ao vê-lo sofrer... tive a preciosa ajuda do meu pai, que me auxiliava durante a noite.

Entre as muitas chamadas para a pediatra,  massagens, gotas e chás que ajudavam na digestão e a  libertar os gases/os flatos, por último quando mudamos de leite começou a ficar melhor.

E aos três meses melhorou imenso. Graças a Deus ! Porque foi uma fase muito dificil vê-lo a sofrer e não poder fazer mais nada do que faziamos.

A minha recuperação foi rápida. Os primeiros dias de vir do hospital precisava de ajuda para me deitar e levantar-me da cama, mas depois com o passar dos dias comecei a sentir-me melhor.

A amamentação, foi outra etapa, não tinha leite... ainda no hospital comecei a estimular os meus seios com uma bomba de tirar leite... depois como o meu bébé habituou-se logo ao biberão, que era mais fácil e prático, ele não tinha de fazer tanto esforço como na mama... ele preferia o biberão.

Em casa mantive a estimulação e colocava o meu bébé ao peito.
Houve um dia que tive como chamam  a "descida do leite", e senti-a os meus peitos muito quentes, e estava também eu com calores. Quando eu tocava nos peitos doía-me, a conselho de familiares, coloquei paninhos embebidos em água morna e fazia massagens circulares, e também com o chuveiro com a pressão da água, depois estimulava com a bomba de retirar o leite. E assim o leite começou a sair, que alívio!... o meu bébé mamava e depois eu  retirava algum leite para um biberão, para ele beber pelo biberão, pois o malandreco  não gostava muito de fazer esforço.

Com muita tristeza minha dei mama só até aos três meses, e depois deixei de ter leite.

Mas durante esses meses que amamentei tive sempre que dar o suplemento, pois nunca tive muito leite. Na altura, senti-me muito triste por não poder continuar a dar o leite materno, que faz tão bem ao desenvolvimento do bébé.

No entanto, sempre que iamos às consultas eu ficava mais descansada quando a médica e enfermeira diziam que estava tudo bem. Ainda agora é assim.

Estou a escrever este texto do que vivi,  senti, do que vivemos juntos e parece que foi há muito tempo atrás... mas não o foi, foram momentos que não foram fáceis, mas que ficarão guardados dentro de mim e sei que tudo valeu a pena, quando o vejo a sorrir para mim, quando lhe peço um beijinho e ele dá-me, quando lhe peço um abraço, quando brincamos os dois, quando cantámos os dois, quando estamos os dois juntos 💙💙

Aprendo com ele desde o primeiro dia que o vi, o que é ser mãe. Na verdade, é um amor único, uma cumplicidade, uma ternura que são difíceis de escrever por palavras é como um cordão umbilical que nunca se desprendeu entre nós os dois.





domingo, 2 de abril de 2017

Mãe pela primeira vez ...


Participação especial de uma mamã guerreira e que mostra como amor de mãe supera tudo...

Obrigada 💙 Andreia Catarina

" Não digo que fui uma filha exemplar, mas felizmente raras foram as preocupações que dei aos meus pais. Tive uma infância feliz e saudável, a melhor coisa que um pai pode desejar !

No entanto, aos treze anos, na idade perigosa em que o espelho se torna um amigo duvidoso, deixei de comer e comecei a praticar exercício diário para que o meu falso amigo espelho me dissesse que era bonita. O problema é que ele era exigente!!! Traidor!!! O tempo passava, o peso e volume diminuía e ele continuava insatisfeito!

Numa manhã em que saí de casa para passear com os meus pais, sem tomar o pequeno-almoço (óbvio), tive o meu primeiro desmaio de fraqueza... Foi assim que os meus pais descobriram que algo não estava bem. A partir dessa altura passei a dar ouvidos aos meus verdadeiros amigos, os meus pais, e deixei de dar confiança ao espelho. Até porque a minha mãe, passou a andar em cima e já não havia hipótese!

Mas a minha saúde ficou comprometida graças àquele episódio. Desde então ficou presente na minha memória que quando tomasse a decisão de ser mãe, se iria ter sucesso com facilidade...

Fruto do frenesim da nossa geração cheia de projectos e objectivos pessoais cada vez mais se adia a constituição de uma família.  Não fui excepção ... casei ia fazer 29 anos . A família por mais próxima e amiga que seja, enviava sempre dissimuladamente, nem que fosse por sinais de fumo a ideia de que o relógio não parava e o tempo estava a passar... Por isso, assim que casei, fui bafejada por esses sinais enviados de todas as partes e direcções. E lá começei, embora receosa, a pensar na possibilidade de engravidar.

Sem stress, deixei a contracepção oral e pensei que daí a meio aninho, para me ir mentalizando e também para o corpo se libertar de todas as hormonas e toxinas, que iria experimentar engravidar.

Não houve meio ano. Aliás, não houve um mês se quer ! Tanta preocupação, tantos receios e PUMBA! Foi à primeira! Sei perfeitamente quando a Vi foi concebida, pois sonhei com ela nessa mesma noite ! Tinha tantas certezas de que estava grávida, que quando chegou a altura da menstruação estava ansiosa para que passasse os três dias para fazer o teste.

E sim, estava correcta! Mais correcta estava, quando na primeira ecografia me disseram que era menina. Tudo estava a bater certo com a visão que tinha tido no meu sonho. Os primeiros seis meses da gravidez foram super naturais! Sabia que estava grávida porque não tinha ciclo menstrual e porque a minha barriga estava a aumentar. Não tive um enjoo, um desejo, nada de diferente! NADA!

Então, como sou um piolho eléctrico que não pára, e como passei os primeiros seis meses de gravidez  a andar de avião e a correr de um lado para o outro, por motivos profissionais, o facto da gravidez estar a ser fácil foi uma mais-valia!

Os problemas chegaram às 28 semanas. Na altura mais calma e pacífica do meu trabalho, em que as viagens e o stress tinham terminado, a tormenta começou! A Vi, queria vir à força conhecer o mundo!  Estava tão habituada a uma rotina agitada, que ela deve ter odiado a calmaria!

Até às 36 semanas fui obrigada a ficar numa cama. Para não falar do tempo de internamento, dos banhos de gato, das injecções para a maturação dos pulmões da bebé que levei com receio de que ela nascesse prematura.

Logo em seguida, o episódio de broncopneumonia que tive, em que levava seis doses de antibióticos intravenosos diários. Um deles era de tal forma agressivo que me queimava a veia.
Foram doze cateteres ao todo que levei... Para além das injecções nas pernas que me davam por estar acamada tanto tempo. Quando finalmente superei um parto prematuro e a minha possível morte, mais parecia um regador toda crivadinha !

Ás 36 semanas, sem medo, fui dar a minha primeira caminhada! Ui! Como me soube bem sentir o sol de Fevereiro a bater-me no rost, dar uso às minhas pernas inchadas, passear o meu novo corpo grande e volumoso. O dia do parto chegou. Depois de tantas peripécias, tantas tentativas da Vi vir ao mundo, o momento chegou. E correu tudo direitinho!

Primeiro a saída do rolhão (ou lá como lhe chamam), depois o rompimento da bolsa de águas, depois as contracções ( que para mim pareceu ser apenas uma que nunca passou até me darem a maravilhosa epidural, Ámen à Epidural ! ) e depois de fazer um soninho ( sim, eu adormeci! Mais uma vez : Bem-haja Epidural !!!) fiz duas ou três vezes força e já tinha a minha pequenina ao meu peito de olhos abertos a olhar para mim !!!

As primeiras coisas que as enfermeiras disseram sobre ela foram : - Menina inteligente ! Agarrou logo a mama!, e - É a cara do pai ! A primeira encheu-me de orgulho a segunda deve ter inflamado o pai !

O primeiro mês foi o nosso mês de adaptação à nova, modesta e extremamente exigente profissão de pais. No final do segundo e terceiro mês, creio que terá sido o da adaptação da Vi a nós e ao mundo. Ela que era uma bebé que dormia tão bem, de um momento para o outro, decidiu só adormecer a partir das 4h da manhã e até a essa hora chorar com os pulmões bem abertos! O secador de cabelo foi o nosso melhor amigo, era a única coisa que a mantinha calma e que nos infernizava os ouvidos a um nível menos audível.

Leite foi algo que nunca faltou à Vi. Ela que nasceu magrinha e franzina em pouco tempo atingiu o peso normal e inclusive ultrapassou. O médico chegou a dizer que ela estava xoxuda e que tinha de ter cuidado com a alimentação ?!?!?! - Estou a amamentá-la apenas!, - Ah! Bom! Então boa! Continue com o bom trabalho!

Chegava a tirar um a dois biberões de leite por dia para congelar para além do que a Vi mamava. Aos seis meses, continuava na mesma rotina de ordenha... O meu congelador mais parecia uma vasilha de leite. Tinha de dormir com toalhas entre o peito e o soutien, porque os discos promocionais nocturnos, não passam disso mesmo, promocionais, não enxugavam tanto leite. As vezes que me vi agarrada a uma Phillips Avent foram inúmeras... Uma grande amiga e aliviadora.

E lá voltou um novo percalço - peito encaroçado. - Ah! E tal! Tem de continuar a dar de mamar, indepentemente das dores. Dores?!?! Pareciam agulhas a sair ou entrar no meu mamilo. O sentido não importa, mas que eram dores agonizantes, lá isso eram. Tornaram-se em mastites. E na segunda mastite que tive, em que um diagnóstico ficou a dúvida de possibilidade de quistos que não seriam visíveis numa mamografia enquanto tivesse leite, foi-me aconselhado a secar. Se o peito encaroçado dói, o processo de secar o leite ... Bem digamos que sobrevivi! Lol! Foi horrível! Três dias penosos! Dolorosos! Angustiantes! Para além do peso na consciência de que estamos a contribuir para retirar algo que para a nossa cria era importantíssimo.

A Vi foi uma clara ajuda no processo de secagem, não chorava quando tinha fome e me via para pedir peito, adaptou-se ao biberão com facilidade e comeu papa pela primeira vez na boa !

Parecia que compreendia o que se estava a passar com a mãe e que a mama tinha acabado. Como nem tudo é mau, após uma semana da toma do primeiro comprimido da secagem do leite, fomos os três a uma marisqueira. Aaaaaahhhhhh!!! Como soube bem !!! Quinze meses a fazer imensas restrições alimentares, e de repente LIBERDADE!!! Melhor mariscada de sempre que me ficará na memória por muitos anos!!!

E a melhor recompensa de todas , foi que a Vi  se portou super bem no nosso primeiro jantar a três fora.

A ida da Vi para a creche foi a etapa mais complicada. Desde então, uma bebé que nunca tinha tido uma febre, uma constipação, nada, anda sempre com pingo no nariz e com otites constantes.
Os primeiros três meses no " infactário " foram complicados e comprometeram bastante a minha situação com a entidade patronal... Não foi fácil... Ausências constantes, o sentimento de falha como profissional e o desespero de mãe por ver a sua cria enferma.

Independetemente de todas as superações, ver a Vi rebolar aos cinco meses, aos seis sentar e já com dois dentes, aos sete gatinhar, e dizer Mama e Papa, aos oito levantar-se, aos nove andar agarrada, aos dozes dar os primeiros passos sozinha e comer com a colher, são razões para acordar todos os dias com um sorriso no rosto à espera de ver qual será a novidade que esse dia nos reserva!

Foste tu o sonho bonito que eu sonhei, foste tu eu lembro tão bem Tu estavas nessa visão, e assim senti que o meu amor nasceu então, e aqui estás Tu, eu vejo-te a Ti, a mesma visão, a aquela do sonho, que eu sonhei... "


                                                                                💗




quarta-feira, 22 de março de 2017

Mãe pela primeira vez...


Agradeço de coração a participação de uma amiga e mamã muito especial.

Obrigada mamã Sara Patrão

" No dia 11 de Dezembro, por volta da uma da manhã, grávida de 40 semanas e 1 dia, foi quando as contrações surgiram. Começaram logo com intervalos regulares, era hora de ir para o hospital.

Tinha a convicção de que a forma como o meu bebé viria ao mundo seria muito importante quer para ele, quer para mim. Não queria um parto traumático que nos marcasse para sempre, mas uma experiência tranquila, um momento mágico para os dois, que coroasse uma gravidez plena de amor.

Por isso, escolhi parir no Hospital da Póvoa de Varzim. Fui tratada com muito respeito e afeto, a cada momento senti-me apoiada e respeitada e foi nesse ambiente que o André veio ao mundo.

Cerca de 12 horas depois das primeiras contrações, sem cortes, sem instrumentos, sem intervenções desnecessárias, eu pari o André no meu tempo e no dele. Ninguém nos apressou, só nos encorajaram e apoiaram.

Graças à minha escolha e ao apoio do meu marido, tive o parto que desejava e acredito que o André é o resultado desse momento, um bébé calmo e doce, curioso para o mundo que o acolheu com segurança.

Quando o vi, senti que aquele amor que já sentia se multiplicou de forma infinita, ele era a corporização do amor, amei-o imediatamente como a continuação de mim e do meu marido, como o aguardado fruto de uma árvore que vinha a crescer há anos.

A maternidade é uma montanha russa de emoções : de alegria, desespero, deleite, cansaço, enamoramento, dúvida... tudo repetido várias vezes ao dia!

Os primeiros dias foram difíceis, mas estimo-os como os da gravidez (que adorei), pois todos os dias me trouxeram até ao agora e me fizeram crescer como pessoa e como mãe.

Demorou um pouco para perceber que a única certeza que precisava de ter, era que eu era a mãe de que ele precisava e ele o filho de que eu precisava. Juntos, tínhamos tudo o que era necessário, para fazer tudo correr bem !

E assim foi, às apalpadelas e ouvindo apenas o que escolhemos ouvir, eu, o meu marido e o nosso filho tornamo-nos uma família ! "

💖






terça-feira, 21 de março de 2017

Mãe pela primeira vez ...

O sonho de ser Mãe



O sonho de um dia ser Mãe não era só meu, o meu namorado, agora marido, partilhava comigo também o sonho de um dia ser Pai.

Durante o nosso namoro foram muitas as ocasiões que falávamos do nosso futuro e do desejo depois de estarmos casados aumentar a nossa família, e de aumentar o nosso amor, com os nossos filhos.

Nas nossas conversas até escolhemos os nomes dos nossos futuros filhos. Se fosse uma menina era o meu marido que escolhia o nome e se fosse um menino era eu que escolhia.

...

Dez anos passaram e nós os dois achamos que era a altura de casarmos. Um dia que ficará para sempre gravado nas nossas memórias.

Recém-casados fomos viver para um país árabe. Uma experiência enriquecedora a todos os níveis.

E foi nesse país, que nós voltamos a falar do nosso desejo, do nosso sonho em ser pais.

Eu quis regressar a Portugal. E sem o saber, o meu sonho em ser mãe estava prestes a concretizar-se.


A maternidade e o nascimento 

Desde o primeiro dia que soube que estava grávida o meu rosto e olhos ganharam uma luz e alegria imensa. O meu marido partilhava comigo essa imensa felicidade.

Na verdade, um dos nossos principais sonhos, ser pais estava a brotar, a ganhar raizes. 

A minha gravidez foi tranquila, no entanto, a ansiedade e a preocupação estavam sempre presentes, principalmente, quando tinha de fazer uma ecografia, era também um momento muito esperado, porque o podia vêr, ouvir o seu coraçãozinho e saber se estava bem.

As semanas passaram a correr... aprendi a contar o meu tempo de gestação em semanas 😃 uma das coisas que não sabia como se fazia.  

A minha rotina era a mesma antes de estar grávida.  Apenas tinha mais cuidados no que comia, fazia caminhadas, tinha mais apetite e comia mais vezes durante o dia. 

Falava muito com o meu bébé, nós tinhamos longas conversas, ouvíamos música os dois e quando o comecei a sentir dentro de mim foi uma sensação maravilhosa que nunca vou esquecer. 

Tinha dentro de mim um AMOR que começou a crescer desde o primeiro dia que soube que estava grávida até ao presente. É um amor único e infinito! 

No início da minha gravidez tive as pessoas que mais amo e que gosto ao meu lado. A partir do 5º mês de gestação o meu marido, teve de ir trabalhar para fora de Portugal, mas acompanhou por fotos e videos a minha gravidez. Os meus pais e uma tia estiveram comigo. Nunca me senti sozinha, eu tinha o meu maior AMOR dentro de mim. 

Com 4 meses de  gestação fiz uma aventura, na altura, a minha mãe aconselhou-me a não ir... mas eu teimosa como sou e também como não queria ser desmancha prazeres aceitei o convite e fui aos passadiços do Paiva... Bom, posso dizer que fiz os 8 km, mas com uma grande ajuda e apoio do meu marido. Agora, pensando melhor, eu acho que foi mesmo uma aventura, e que não o devia ter feito, pois era um trajeto muito irregular, com escadas,  rampas, e estava um dia quente... tive sorte que tudo correu bem.

Com 7 meses e meio tive pequenas contrações que me fizeram ter uma consulta de urgência com a minha médica. Já com 8 meses melhorei bastante, e voltei ao meu ritmo. 

Estávamos a chegar ao Natal e o meu marido veio passar a passagem de ano e assistir ao nascimento do nosso filho. Sim, era um menino, o nosso príncipe. Soubemos na 1ª ecografia, mas só tivemos a confirmação na 2ª ecografia. 

O nosso menino estava previsto nascer entre 15 e 21 de Janeiro... não sei se foi a minha ansiedade de ter cá o meu marido, numa das consultas com 37 semanas de gestação foi-me detetado as tensões altas. A médica preocupada escreveu-me uma carta. Como as tensões não baixavam dirigi-me às urgências do hospital onde entrei e permaneci. O diagnóstico era que eu estava a ter uma pré-eclâmpsia, o que obrigou a terem de me provocar o parto. 

Passaram -se dois dias de enternamento e na madrugada do terceiro dia, no dia de reis, nasceu o nosso príncipe!   

Acreditem, há amor ao primeiro toque, ao primeiro olhar. Foi o que aconteceu connosco, comigo e com o meu menino, quando pude pegar nele ao colo e junto ao meu peito sentir o seu coraçãozinho, que agora batia fora de mim, foi um amor único, um momento que ficará  comigo para todo o sempre! 

O meu marido também o viu e a emoção era tanta, que apenas lhe disse umas palavras : " Olá ! Gonçalo " e pegou nas suas mãozinhas e filmou-o. 

" Olá ! Gonçalo, bem-vindo a este mundo, bem-vindo à tua família." 

O nosso sonho de ser pais tinha-se concretizado e era tão bom sentir aquele amor dentro de nós que transbordava sempre que olhávamos, e pegávamos naquele menino. 







Agora o nosso príncipe está com 14 meses... o tempo passou muito rápido e sei que vai ser sempre assim, temos mesmo de aproveitar  todos os momentos com o nosso filho, que é o melhor do mundo, é o melhor de nós, e é o fruto do nosso amor. 


 💗  💗  💗




sexta-feira, 17 de março de 2017

Mãe pela primeira vez ...

Participação muito especial da mamã da Menina Mundo http://www.meninamundo.com/

Obrigada Miriam e Menina Mundo 💕

O amor pela sua família através dos olhos da menina mundo que nos é descrito pela sua mamã.



" O Natal do regresso a casa "

Fecha os olhos e ouve o meu coração, mamã.

"  O Natal é casa e nós, no Natal passado, tínhamos deixado a nossa há quase 100 dias.

Hoje, 24 de Dezembro, estamos em casa, e apesar do regresso não ser de hoje, hoje sente-se mais forte.

(...)

Ontem ela perguntou :

- O que é o Natal, mamã ?

- É amor, é família.

- Família ? Como a Mia, o papá e a mamã ?

- Sim, filha, como nós, assim juntinhos, no aconchego da nossa casa.

- E o que é aconchego, mamã ?

- É quando sentes o teu coração quentinho e cheio de coisas boas ?

- Podes ouvir o meu coração, mamã ?

- Sim. - digo, enquanto me baixo para pôr o meu melhor ouvido no seu peito.

- Não, mamã, não é assim, é só fechares os olhos e ouvires. Estás a ouvir ele a dizer que está muito feliz.

Fechei os olhos.

Pensei na sorte que temos. Quero esta sorte para sempre. Mas ninguém me pode embrulhar a sorte.

( Só nós podemos continuar a trabalhar para a guardar assim.)

Senti o amor que nos une, ( tanto e tão ) forte. Quero este amor sempre mais forte.

(...)

Tens razão, Mia, de olhos fechados ouve-se melhor o coração. Ouvi-o feliz, como dizes, ouvi-nos felizes. "

(...)

Texto escrito por Miriam Pina

Visite o blog e página do facebook  " Menina Mundo" e conheça ainda melhor esta linda família, encante-se com as palavras de tanto amor desta mamã.

E podemos testemunhar neste momento em família a doçura e amor desta menina pela sua mãe e pai.

http://www.meninamundo.com/o-natal-regresso-casa/


https://www.facebook.com/meninamundoblog/?ref=page_internal












quinta-feira, 9 de março de 2017

Mãe pela primeira vez ...




Acredita no instinto de ser Mãe ?

A minha viagem em ser Mãe começou por um bonito sonho, que estava num lugar cheio de afeto, amor, alegria ... esse lugar tão especial era no meu coração 💗

Voltando atrás no tempo e nas memórias, eu vou ter à minha infância. 

Quando somos crianças entramos muito facilmente no mundo maravilhoso do faz de conta.

Eu era uma menina traquinas 😊 e um pouco "Maria rapaz", eu gostava de  brincar com carros, 
de videojogos, de nadar, basquetebol, andebol, voleibol, de jogar à bola, no entanto, escolhiam-me sempre para guarda-redes. Não sei se era por ser alta, tento acreditar que sim, que era esse o motivo, mas o mais certo era não ter jeito nenhum para jogar 😊. 

Outro dos meus passatempos preferidos era andar de bicicleta pela aldeia onde eu cresci e vivi.

Quando aprendi a escrever e a ler, passava muito do meu tempo a escrever, a ler histórias, fábulas... fascinava-me e ainda me fascina poder entrar nesse mundo de encantar. 

O meu lado meigo e de menina aparecia quando eu escrevia bilhetinhos, cartas, desenhava e pintava para depois oferecer aos meus pais e avó materna 💙 

Adorava ouvir música e cantarolava no meu jardim para os meus vizinhos 😊

No meu quarto eu podia ser quem eu quisesse ... era a Mãe dos meus bonecos e bonecas, e por vezes era também a professora deles. 

Não sabia o que era ser Mãe e nem sonhava em o ser 😊 mas o instinto de ser mãe  parece que já se encontrava dentro de mim. 

Cuidava dos meus bonecos com um carinho imenso como se fossem meus filhos. Dava-lhes o leite, mudava-lhes a fralda, e vestia-os e despia-os, dava-lhes banho, adormecia-os a cantar ou a contar histórias.




O tempo passou e já na Secundária esse meu sonho de ser um dia Mãe entranhou-se em mim...e às vezes dava por mim a pensar como ia ser?

...

Esse dia tão desejado chegou e agora sou mãe de um menino que me enche o coração e que todos os dias me ensina a ser Mãe e a entender os nossos pais.

A vida só tem valor, quando preenchida por estes momentos entre Mãe e filho, pai e filho, avós e neto ... quando estamos com quem gostamos parece que o tempo pára naquele instante e que se torna eterno no nosso coração.💗